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Sobre o artista/álbum
💽The Razors Edge
Lançado em 24 de setembro de 1990, The Razors Edge é o décimo segundo álbum de estúdio da banda australiana AC/DC e representa um marco significativo de retorno à popularidade que a banda desfrutara em seus anos de glória no final dos anos 1970 e início dos anos 1980. O álbum surgiu num momento de transição para a banda: após a turnê do álbum anterior, Blow Up Your Video (1988), o guitarrista Malcolm Young precisou se afastar temporariamente para tratar seu alcoolismo — sendo substituído por seu sobrinho, Stevie Young — e o baterista Simon Wright deixou o grupo para trabalhar com o Dio, sendo substituído pelo experiente músico galês Chris Slade, que havia tocado com Manfred Mann's Earth Band e The Firm. Além disso, o vocalista Brian Johnson ficou indisponível por vários meses para finalizar seu divórcio, o que fez com que os irmãos Angus e Malcolm Young escrevessem todas as canções do álbum sozinhos, uma prática que se repetiria nos lançamentos seguintes .
O álbum foi produzido por Bruce Fairbairn, que já havia trabalhado com Aerosmith e Bon Jovi, e trouxe uma sonoridade mais polida e comercial sem perder a essência do hard rock característico da banda . As gravações ocorreram no Little Mountain Sound Studios em Vancouver, Canadá, com mixagem e engenharia de Mike Fraser . Segundo o livro AC/DC: Maximum Rock & Roll, George Young (irmão mais velho de Malcolm e Angus e produtor dos primeiros álbuns da banda) esteve envolvido no início do projeto, mas precisou se afastar por problemas pessoais . O álbum foi masterizado por George Marino no Sterling Sound em Nova York .
O grande destaque do disco é a faixa de abertura, "Thunderstruck", cujo riff hipnótico e inconfundível — criado por Angus Young ao alternar notas fretadas com a execução da corda solta — tornou-se um dos momentos mais icônicos da banda. O segundo single, "Moneytalks", tornou-se o single de maior sucesso comercial da banda nos Estados Unidos, alcançando a 23ª posição na Billboard Hot 100. Outra curiosidade é a faixa "Mistress for Christmas", que é uma rara canção natalina da banda e foi inspirada no empresário Donald Trump, que estava em evidência na época .
O título do álbum, The Razors Edge, vem de um antigo ditado usado por fazendeiros britânicos para descrever um dia de sol escaldante seguido por nuvens negras no horizonte — uma metáfora que Angus Young explicou como a visão da banda sobre um mundo que, apesar do fim da Guerra Fria e da queda do Muro de Berlim, continuava imperfeito e cheio de ameaças .
Comercialmente, o álbum foi um sucesso estrondoso: atingiu o 2º lugar na Billboard 200 nos EUA e o 4º lugar no Reino Unido , além de ter sido certificado com 5 discos de platina nos Estados Unidos, com mais de 5 milhões de cópias vendidas. A turnê subsequente foi uma das mais celebradas da carreira da banda, e vários shows foram registrados no álbum ao vivo Live (1992) — produzido também por Fairbairn e considerado um dos melhores registros ao vivo da década de 1990.