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Alex Lifeson
Álbum duploVinil transparente
- Formato
- Vinil
- Ano de lançamento
- 1996
- Ano de relançamento
- 2024
- Gênero(s)
- Rock
- Subgênero(s)
- Progressive Rock, Hard Rock, Alternative Rock
Sobre o artista/álbum
ALEX LIFESON
Alex Lifeson membro fundador do Rush — ao lado do baixista/vocalista Geddy Lee e do lendário baterista Neil Peart —, ele foi o arquiteto de uma sonoridade única que equilibrava o peso do hard rock com a complexidade do rock progressivo.
Falar sobre Alex Lifeson é falar sobre um dos guitarristas mais criativos, versáteis e injustamente subestimados da história do rock. Tocar em um trio exige muito espaço preenchido. No Rush, com Geddy Lee frequentemente ocupado tocando linhas de baixo complexas e sintetizadores ao mesmo tempo, e o saudoso Neil Peart quebrando tudo na bateria, Lifeson desenvolveu uma técnica genial para fazer a guitarra soar "gigante.
Ele usava extensivamente cordas soltas (especialmente a Mizinha e a Si) combinadas com acordes com pestana mais acima no braço. Isso criava um efeito de preenchimento quase orquestral. Alex Lifeson foi um dos pioneiros no uso de chorus, delays e flangers para dar dimensão e profundidade ao som, criando paisagens sonoras que parecem vir de dois ou três guitarristas.
Lifeson nunca ficou preso ao mesmo estilo. A carreira dele com o Rush pode ser dividida em eras marcantes: I) Anos 70 (O Heavy/Prog): Riffs pesados, influenciados por Jimmy Page, mas com a complexidade do prog. Solos longos e virtuosos, como em "2112" e "La Villa Strangiato" (considerado por muitos um dos melhores solos de guitarra de todos os tempos). II) Anos 80 (A Era dos Sintetizadores): Quando os teclados tomaram conta do som do Rush, muitos guitarristas teriam reclamado. Lifeson se adaptou. Ele limpou o som, focou em intervenções rítmicas precisas, heranças do reggae/new wave (influência de The Police) e solos curtos e cirúrgicos ("Limelight", "Subdivisions"). III) Anos 90 em diante: A guitarra voltou a rugir com uma pegada mais crua, pesada e moderna, flertando com o rock alternativo da época ("Counterparts" e "Vapor Trails").
Por trás da complexidade técnica do Rush, Alex Lifeson sempre foi a alma bem-humorada da banda. Ele era o responsável pelas piadas nos bastidores e por quebrar a tensão de um som tão cerebral.
💽Victor
"Victor" é o álbum solo do guitarrista do Rush, Alex Lifeson, lançado em 9 de janeiro de 1996, projeto que ele desenvolveu durante uma pausa da banda em meados dos anos 1990.
O álbum foi gravado entre outubro de 1994 e julho de 1995 em seu estúdio caseiro, Lerxst Sound, nos arredores de Toronto (Canadá). O disco representa uma exploração musical mais pessoal e experimental, distante do som de sua banda principal .
O título do álbum, que também dá nome a uma faixa, foi inspirado no poema de W.H. Auden, evidenciando a veia literária e introspectiva do projeto. Apesar de ser um trabalho solo, Lifeson contou com um time de músicos convidados de peso, como o vocalista Edwin (da banda I Mother Earth) e o baixista Les Claypool (do Primus), que toca na faixa "The Big Dance" .
O álbum apresenta uma sonoridade densa e agressiva, frequentemente classificada como hard rock, com influências do rock progressivo, metal alternativo e grunge.
A produção e a maior parte da composição e execução instrumental ficaram a cargo do próprio Lifeson, que tocou guitarra, baixo, teclados e bateria programada.
As faixas de destaque incluem "Start Today", que conta com a vocalista Dalbello e cuja performance vocal foi comparada à de Geddy Lee, vocalista do Rush; a faixa-título "Victor", que utiliza a poesia de Auden declamada por Lifeson; e "Shut Up Shuttin' Up", uma faixa de tom humorístico que inclui diálogos da esposa de Lifeson, Charlene, e sua amiga . O álbum também contém duas faixas instrumentais, "Mr. X" e "Strip and Go Naked", esta última nomeada em referência a um drink servido no clube The Orbit Room, do qual Lifeson era sócio .
A recepção da crítica foi mista a positiva, com o AllMusic, por exemplo, atribuindo uma avaliação favorável ao trabalho. Comercialmente, o disco alcançou a posição 99 na parada Billboard 200 e rendeu a Lifeson uma indicação ao Juno Award (o Grammy canadense) em 1997 na categoria de "Melhor Novo Grupo", sob o pseudônimo "Victor".
Em 2024, o álbum ganhou um relançamento em vinil duplo comemorativo, com a arte remixada pelo próprio Lifeson e quatro faixas bônus instrumentais inéditas, originalmente disponibilizadas em seu site: "Cherry Lopez Lullaby", "Serbs", "Kroove" e "Banjo Bob". Este relançamento, 28 anos após o original, reintroduziu o trabalho a uma nova geração de fãs e consolidou seu status como um capítulo fascinante e único na carreira do excepcional guitarrista da lendária banda Rush.