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AC/DC
Edition DeluxeDigipack
- Formato
- CD
- Ano de lançamento
- 1995
- Ano de relançamento
- 2004
- Gênero(s)
- Rock
- Subgênero(s)
- Hard Rock, Blues Rock
Sobre o artista/álbum
Lançado em setembro de 1995, Ballbreaker marcou um momento importante na trajetória do AC/DC. O álbum chegou após um intervalo de cinco anos desde The Razors Edge (1990) e representou uma tentativa da banda de resgatar uma sonoridade mais crua, direta e fortemente baseada no blues rock que havia caracterizado seus trabalhos clássicos dos anos 1970. Foi o décimo terceiro álbum de estúdio do grupo e trouxe uma novidade muito celebrada pelos fãs: o retorno do baterista Phil Rudd, ausente desde 1983. Sua volta ajudou a restaurar parte da química da formação clássica do grupo.
A produção ficou a cargo de Rick Rubin, um admirador declarado do AC/DC. Rubin já havia trabalhado com a banda na gravação de “Big Gun”, faixa criada para a trilha sonora do filme Last Action Hero (1993), experiência que levou à sua contratação para produzir o álbum seguinte. As gravações ocorreram entre 1994 e 1995, inicialmente em Nova York e depois no Ocean Way Studios, em Los Angeles. O processo, porém, foi muito mais difícil do que o esperado. Rubin buscava capturar uma performance perfeita e exigia inúmeras tomadas das músicas, método que acabou gerando desgaste entre ele e os integrantes. Anos depois, o próprio produtor descreveu a experiência como frustrante, apesar de continuar admirando profundamente a banda.
Musicalmente, Ballbreaker se distancia do caráter mais grandioso e radiofônico de The Razors Edge. O disco aposta em riffs pesados, andamento mais cadenciado e forte influência do blues. As composições giram em torno de temas tradicionais do repertório do AC/DC: rock and roll, humor, duplo sentido e sexualidade. O álbum abre com “Hard as a Rock”, que se tornou o principal single e uma das músicas mais lembradas do trabalho. Outras faixas de destaque incluem “Cover You in Oil”, “Boogie Man”, “Hail Caesar”, “The Furor” e a faixa-título “Ballbreaker”. “Boogie Man”, em especial, costuma ser apontada por críticos e fãs como uma das melhores incursões da banda pelo blues desde a era de Bon Scott.
A formação do álbum reuniu Brian Johnson (vocais), Angus Young (guitarra solo), Malcolm Young (guitarra base), Cliff Williams (baixo) e o retornado Phil Rudd (bateria). A engenharia e mixagem ficaram sob responsabilidade de Mike Fraser, profissional que se tornaria um colaborador frequente da banda nas décadas seguintes.
A recepção crítica foi mista. Muitos elogiaram a produção limpa, a volta de Phil Rudd e o retorno a uma abordagem mais orgânica e baseada no groove. Outros consideraram que parte do repertório carecia de canções realmente memoráveis quando comparado aos grandes clássicos da banda. Ainda assim, o álbum foi bem recebido comercialmente, alcançando posições expressivas nas paradas internacionais e consolidando a recuperação iniciada com The Razors Edge. Com o passar dos anos, Ballbreaker ganhou uma reavaliação positiva entre os fãs, sendo visto por muitos como um dos trabalhos mais autênticos da fase moderna do AC/DC.
A turnê mundial que promoveu o álbum foi igualmente importante. Ela gerou o célebre registro ao vivo No Bull (1996), filmado na Espanha, e ajudou a reafirmar a força do AC/DC nos palcos em uma década dominada pelo grunge e pelo rock alternativo. A presença de Phil Rudd foi frequentemente apontada como um dos fatores que devolveram à banda a sensação de estar operando novamente como sua formação clássica.
Ballbreaker permanece como um capítulo singular da discografia do AC/DC: um álbum que buscou menos o sucesso radiofônico e mais a essência do rock pesado e bluesy que sempre esteve no DNA da banda. Embora não alcance o status de obras como Back in Black ou Highway to Hell, é frequentemente lembrado como um retorno vigoroso às raízes do grupo e como o disco que recolocou Phil Rudd atrás da bateria do AC/DC.