← Voltar ao acervo
INXS — The Greatest Hits

INXS

The Greatest Hits (escutar o álbum)

Formato
CD
Ano de lançamento
1994
Gênero(s)
Rock
Subgênero(s)
Pop Rock

Sobre o artista/álbum

💽The Greatest Hits

Lançado no final de outubro de 1994 pela gravadora Mercury / Phonogram na Europa e pela Atlantic Records nos Estados Unidos, "The Greatest Hits" consolidou a trajetória de uma das bandas mais celebradas da invasão australiana. O projeto surgiu em um momento de transição e encerramento de ciclo contratual, servindo como uma retrospectiva da ascensão do grupo de pubs de Sydney até o status de gigante dos estádios mundiais. A coletânea também funcionou como o último grande resumo retrospectivo lançado durante a vida do carismático vocalista Michael Hutchence, falecido em 1997.


O repertório do álbum variou estrategicamente por território: o mercado norte-americano priorizou os sucessos que estouraram na MTV e na Billboard a partir de meados dos anos 1980, enquanto edições britânicas, europeias e australianas resgataram raízes New Wave do início da banda e incluíram faixas de seus trabalhos dos anos 1990. Além do apanhado histórico, o disco trouxe material inédito gravado especialmente para o lançamento, encabeçado pelo single "The Strangest Party (These Are the Times)" e pela faixa "Deliver Me". O single inédito alcançou repercussão expressiva nas paradas do Reino Unido e nas rádios de rock alternativo dos Estados Unidos. Comercialmente, a compilação alcançou o Top 3 da UK Albums Chart e conquistou certificações de platina na Austrália, no Reino Unido e nos EUA.


Em estúdio, o trabalho destaca a duradoura parceria composicional entre Andrew Farriss (teclados, guitarras) e Michael Hutchence, sustentada pela precisão rítmica de Garry Gary Beers (baixo), Jon Farriss (bateria), Tim Farriss (guitarra) e pelos solos de saxofone e guitarra de Kirk Pengilly. A produção reúne nomes fundamentais da história do grupo: Nile Rodgers (responsável pela arquitetura dançante do clássico "Original Sin"), Chris Thomas (artífice da assinatura polida e potente que definiu os marcos Listen Like Thieves, Kick e X, além de retornar para produzir as inéditas de 1994), Mark Opitz e as mixagens cirúrgicas de Bob Clearmountain. O resultado é uma masterização digital coesa que evidenciou a fusão entre funk, pop rock, new wave e dance rock.


Entre as faixas de destaque, o álbum transita por clássicos inescapáveis: a pegada grooveada de "Need You Tonight", o apelo pop de "Devil Inside" e "New Sensation", a balada orquestrada "Never Tear Us Apart", o vigor rock de "What You Need" e "Suicide Blonde", além da própria novidade "The Strangest Party (These Are the Times)", que incorporou texturas sonoras mais ácidas típicas de meados dos anos 1990.

🎧 Artistas e discos similares

1. Duran Duran – Rio (1982): Compartilha com o INXS o DNA New Wave/Synth-pop dos anos 1980, unindo linhas de baixo dançantes com forte apelo visual e comercial.

2. Icehouse – Man of Colours (1987): Contemporâneos e compatriotas da cena australiana, exploraram a mesma transição sofisticada do pós-punk para o pop rock com saxofone marcante e melodias radiofônicas.

3. Simple Minds – Once Upon a Time (1985): Banda britânica que traçou rota semelhante de expansão sonoro-estilística, migrando do pós-punk para o rock de arena polido e grandioso.

4. The Cars – Heartbeat City (1984): Referência em costurar new wave, rock de guitarras e sintetizadores pop com produção extremamente precisa.

5. Midnight Oil – Diesel and Dust (1987): Companheiros de geração no pub rock australiano; embora mais politizados, dividiram com o INXS a conquista de mercados internacionais com ritmos enérgicos e vocalistas magnéticos.

6. Robert Palmer – Riptide (1985): Equivale na fusão de funk, R&B e hard rock dançante, ancorada em uma persona vocal charmosa e sensual.

7. Tears for Fears – Songs from the Big Chair (1985): Pop rock sofisticado dos anos 1980 com arranjos dinâmicos, bateria sintetizada e apelo global simultâneo nas rádios e videoclipes.

8. Barão Vermelho – Carnaval (1988): Na cena brasileira, a banda de Frejat desenvolveu um rock com guitarras diretas, forte apelo radiofônico e pegada pop dançante bastante alinhada ao rock de pista da segunda metade dos anos 1980.

9. RPM – Rádio Pirata ao Vivo (1986): Um dos maiores fenômenos do pop rock/new wave no Brasil, marcado pela fusão de sintetizadores com baixo grooveado e o apelo magnético de frontman semelhante à presença de palco de Michael Hutchence.


Faixas