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AC/DC — Rock or Bust

AC/DC

Rock or Bust

DigipackEdition Deluxe
Formato
CD
Ano de lançamento
2014
Gênero(s)
Rock
Subgênero(s)
Hard Rock

Sobre o artista/álbum

💽Rock or Bust
Lançado no final de 2014, Rock or Bust é o décimo sexto álbum de estúdio internacional da lendária banda de hard rock australiana AC/DC. O disco representa um dos momentos mais desafiadores e emocionalmente carregados da trajetória do grupo, equilibrando a tradicional energia eletrizante dos palcos com duras realidades nos bastidores. Esse disco marcou um dos momentos mais delicados e simbólicos da longa trajetória do AC/DC, pois surgiu após um intervalo de seis anos desde Black Ice (2008) e foi o primeiro disco de estúdio da banda sem a participação do guitarrista e fundador Malcolm Young, afastado por graves problemas de saúde. Pouco antes das gravações começarem, a banda anunciou o afastamento de Malcolm devido a sérios problemas de saúde, mais tarde confirmados como demência (o músico viria a falecer em 2017). Sua ausência representou uma mudança histórica, já que Malcolm era considerado o principal arquiteto do som rítmico do AC/DC.

Para Malcom Young, a banda convocou Stevie Young, sobrinho de Angus e Malcolm, que já havia quebrado um galho para o grupo na turnê do álbum Blow Up Your Video em 1988.


Como se não bastasse o drama familiar, o baterista Phil Rudd envolveu-se em graves problemas com a justiça na Nova Zelândia logo após terminar de gravar suas pistas. Ele foi acusado de ameaça de homicídio e posse de drogas, o que o impediu de participar dos ensaios fotográficos e da gravação dos videoclipes (sendo substituído nos clipes por Bob Richards) e, posteriormente, da turnê mundial, onde o veterano Chris Slade assumiu as baquetas.


As gravações ocorreram entre maio e julho de 2014 no estúdio Warehouse, em Vancouver, no Canadá. A produção ficou novamente a cargo de Brendan O'Brien, responsável também por Black Ice. Embora Malcolm não tenha participado das sessões, todas as faixas foram creditadas a Angus e Malcolm Young, pois muitas ideias e riffs vieram de composições acumuladas pelos irmãos ao longo de décadas. Angus revelou posteriormente que parte do material foi desenvolvida a partir de arquivos e esboços musicais deixados por Malcolm, conferindo ao disco um caráter de homenagem ao guitarrista.

Uma das curiosidades mais marcantes de Rock or Bust é a sua duração. Com apenas 34 minutos e 54 segundos, ele desbancou Flick of the Switch (1983) e se tornou o álbum de estúdio mais curto de toda a discografia do AC/DC. A banda optou por canções rápidas, diretas e sem enrolação, no melhor estilo "direto ao ponto".


A engenharia de som trouxe algumas sutilezas elogiadas pelos fãs: as cordas (guitarras e baixo) foram afinadas um tom abaixo do padrão em várias músicas, dando um peso extra e permitindo que o vocalista Brian Johnson soltasse o seu clássico vozeirão de forma mais confortável. Além disso, a mixagem deu um destaque generoso ao baixo de Cliff Williams, entrelaçando-o perfeitamente ao bumbo de Phil Rudd.


A arte física do álbum também ganhou atenção especial. O diretor de arte Josh Cheuse desenvolveu uma capa com tecnologia lenticular (3D) para as edições em CD e vinil, com uma capa holográfica criando a ilusão de que o icônico logotipo de pedra do AC/DC explode quando o material é movido em direções diferentes.


Musicalmente, Rock or Bust apresenta exatamente aquilo que se espera do AC/DC: riffs diretos, refrões simples e uma abordagem de hard rock sem concessões. Com apenas cerca de 35 minutos de duração, tornou-se um dos discos mais curtos da carreira da banda. A formação que gravou o álbum contou com Brian Johnson (vocais), Angus Young (guitarra solo), Stevie Young (guitarra base e vocais de apoio), Cliff Williams (baixo) e Phil Rudd (bateria).

Entre as músicas de destaque estão a explosiva faixa-título “Rock or Bust”, escolhida como cartão de visitas do álbum, o single “Play Ball”, que recebeu forte divulgação internacional, além de canções como “Baptism by Fire”, “Rock the Blues Away”, “Dogs of War” e “Emission Control”.

Mesmo sob desconfiança devido às turbulências internas, Rock or Bust foi muito bem recebido. Portais de prestígio como o AllMusic e revistas de rock destacaram que o álbum não tentou reinventar a roda, focando no que a banda faz de melhor: rock 'n' roll cru, enérgico e despretensioso. Muitos críticos apontaram que foi o trabalho mais coeso e divertido do AC/DC desde Ballbreaker (1995).

No conjunto da obra do AC/DC, Rock or Bust não é apenas um álbum de hard rock; é também um documento de transição. Gravado em um período de incertezas, ele preserva a identidade sonora construída ao longo de décadas e presta tributo silencioso a um dos maiores arquitetos do rock de todos os tempos: Malcolm Young.

Faixas