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The Church — Starfish

The Church

Starfish (escutar o álbum)

Formato
CD
Ano de lançamento
1988
Ano de relançamento
2014
Gênero(s)
Rock
Subgênero(s)
Alternative Rock, Psychedelic Rock

Sobre o artista/álbum

💽Starfish

Lançado em fevereiro de 1988 pelos selos Arista Records e Mushroom Records, "Starfish" é o quinto álbum de estúdio da banda australiana The Church e representa o ápice comercial e internacional de sua carreira. Formada em Sydney no início dos anos 1980 por Steve Kilbey (baixo e vocais principais), Peter Koppes (guitarra), Marty Willson-Piper (guitarra) e Richard Ploog (bateria), a banda já havia construído prestígio crítico com o neo-psicodelismo sofisticado de Heyday (1985). Contudo, foi com a assinatura com a Arista nos Estados Unidos que o grupo foi levado a gravar em Los Angeles, canalizando suas tramas de guitarras de 12 cordas em uma produção mais limpa, atmosférica e acessível ao mercado de rock alternativo.


As sessões de gravação ocorreram em Los Angeles sob a co-produção dos veteranos da cena californiana Waddy Wachtel e Greg Ladanyi. A dinâmica no estúdio foi notória pelo choque cultural: enquanto os produtores americanos vinham da escola metódica do classic rock e do pop/rock corporativo de L.A., os australianos operavam sob uma lógica mais instintiva e boêmia. Os atritos foram frequentes, principalmente quanto ao andamento rítmico das canções; por exigência de precisão técnica, o baterista de estúdio Russ Kunkel foi convocado para gravar a percussão da faixa que viraria o maior sucesso do disco.


O título Starfish foi inspirado no apelido carinhoso da cantora norte-americana Donnette Thayer (parceira de Steve Kilbey no projeto Hex), que costumava assinar cartas e postais enviados a ele com o desenho de uma estrela-do-mar. O encarte original também contou com um longo poema sem título escrito pelo próprio Kilbey.



Faixas de Destaque:

O álbum abre com a densa e épica "Destination", estruturada em camadas sobrepostas de guitarras que definem o tom etéreo do disco. O grande divisor de águas é "Under the Milky Way" (composta por Kilbey e Karin Jansson), balada com arranjo hipnótico e solo executado no Synclavier que emula uma gaita de foles, tornando-se um hino geracional do jangle pop e college rock.

Outros momentos de brilho incluem o riff sinuoso e sombrio de "Reptile" (um dos singles mais aclamados do grupo), a luminosa "Spark" (composta e cantada por Marty Willson-Piper), a elegíaca "Antenna" (que conta com o bandolim convidado de David Lindley) e o encerramento grandioso com "Hotel Womb".


Starfish conquistou certificado de Disco de Ouro nos Estados Unidos ao ultrapassar 600.000 cópias vendidas. O single "Under the Milky Way" alcançou o Top 25 da Billboard Hot 100 e o 2º lugar na parada Mainstream Rock Tracks, catapultando o The Church para a programação regular da MTV. A crítica especializada acolheu o registro com entusiasmo: resenhas contemporâneas e retrospectivas (como a do AllMusic) destacam o equilíbrio entre a sofisticação psicodélica/pós-punk e a clareza melódica. Em 2010, o disco figurou na respeitada seleção das 40 melhores colocações do livro 100 Best Australian Albums. _________

📼Videocliple de Under the Milky Way

📼Destination (ao vivo)


🎧 Artistas e discos similares

1. Echo & The Bunnymen – Ocean Rain (1984): Compartilha o mesmo pós-punk melódico com texturas orquestrais e vocais barítonos envoltos em melancolia e misticismo.

2. The Chameleons – Strange Times (1986): Referência direta no uso de guitarras espaciais, arranjos etéreos e melodias expansivas do dream pop oitentista.

3. The Psychedelic Furs – Mirror Moves (1984): Combinação análoga de energia post-punk original refinada por uma produção mais clara e radiofônica voltada ao rock alternativo.

4. The Go-Betweens – 16 Lovers Lane (1988): Contemporâneos australianos do jangle pop que, no mesmo ano, lapidaram letras poéticas com arranjos de violões e guitarras cristalinas.

5. The Triffids – Born Sandy Devotional (1986): Destaque do cenário alternativo australiano dos anos 1980, com narrativa lírica profunda e clima cinematográfico.

6. The House of Love – The House of Love (1988): Arranjos repletos de eco, guitarras psicodélicas e sensibilidade melódica muito próximos da atmosfera de faixas como "Lost" e "Destination".

7. R.E.M. – Reckoning (1984): Base fundamental do college rock da época, fundado em arpejos de guitarra Rickenbacker e letras poéticas e reflexivas.

8. Felt – Forever Breathes the Lonely Word (1986): Jangle pop elegante e introspectivo conduzido pelo entrelaçamento límpido de guitarras e teclados atmosféricos.


Faixas