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AC/DC
DigipackEdition Deluxe
- Formato
- CD
- Ano de lançamento
- 1985
- Ano de relançamento
- 2003
- Gênero(s)
- Rock
- Subgênero(s)
- Blues Rock, Hard Rock
Sobre o artista/álbum
Lançado em 28 de junho de 1985, "Fly On The Wall" é o décimo álbum de estúdio da banda australiana AC/DC e um registro fascinante de um momento de transição e desafios para o grupo. Sucedendo o criticado "Flick of the Switch" (1983), o álbum foi concebido em um período em que a banda buscava se reconectar com a crudeza e simplicidade de seus primeiros trabalhos, em contraste com o glam metal que dominava as paradas na época. As gravações ocorreram entre outubro de 1984 e fevereiro de 1985 no Mountain Studios, em Montreux, na Suíça, com um intervalo em janeiro para uma apresentação histórica no festival Rock in Rio, no Brasil, onde a banda tocou para mais de 250 mil pessoas em duas noites.
Este é um álbum de mudanças significativas para o AC/DC. É o primeiro trabalho de estúdio do baterista Simon Wright, que substituiu Phil Rudd, tornando-se o primeiro disco da banda com todos os membros nascidos no Reino Unido. Além disso, foi o segundo e último álbum produzido pelos próprios membros da banda. Ao contrário do anterior, que teve produção coletiva, "Fly On The Wall" foi produzido pelos guitarristas Angus e Malcolm Young, que assumiram o controle total para tentar capturar a essência crua de seus primeiros anos, como explicou o vocalista Brian Johnson na época.
A arte da capa, uma ilustração vibrante e surreal de Todd Schorr, é outro ponto de destaque, com seu estilo de "pop surrealismo" que se tornaria icônico.
As faixas "Shake Your Foundations" e "Sink the Pink" se tornaram as mais lembradas do trabalho, tanto que foram posteriormente regravadas em mixagens mais claras para a trilha sonora "Who Made Who" .
A turnê de divulgação do álbum também foi marcada por controvérsias, ofuscando ainda mais o lançamento. Durante a "Fly on the Wall Tour", o notório serial killer Richard Ramirez, apelidado de "Night Stalker", foi preso. A mídia associou o caso à música "Night Prowler" do álbum "Highway to Hell", afirmando que Ramirez usava uma camiseta do AC/DC e deixou um boné da banda na cena de um crime. Isso gerou acusações infundadas de que a banda praticava satanismo, com alguns chegando a afirmar que a sigla AC/DC significava "Anti-Christ, Devil's Child". A banda sempre negou veementemente essas alegações, com Angus Young ironizando que não se lembrava da "última missa negra que participou" .
Com o passar dos anos, o álbum ganhou status de "clássico obscuro" ou "underrated" para muitos fãs, que enxergam nele a energia bruta e a identidade inconfundível do AC/DC em um de seus momentos mais vulneráveis. Reeditado em 2003 como parte da série "AC/DC Remasters", o disco serve como um capítulo crucial e intrigante na história de uma das maiores bandas de rock de todos os tempos.