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Sobre o artista/álbum
💽Generator
Lançado em 13 de março de 1992, "Generator" é o sexto álbum de estúdio da banda californiana de punk rock Bad Religion e marca um momento de transição significativo em sua carreira. A obra é frequentemente lembrada como um dos trabalhos mais interessantes e subestimados do grupo, um "clássico do meio da carreira" que encontrou a banda experimentando novas texturas sonoras sem abandonar sua identidade central.
A história de "Generator" começa com uma mudança na formação. Após a turnê do álbum anterior, "Against the Grain" (1990), o baterista Pete Finestone deixou a banda para focar em seu outro projeto, The Fishermen. Seu lugar foi ocupado por Bobby Schayer, um fã que se juntou à banda em abril de 1991 e fez sua estreia em estúdio justamente neste álbum. As sessões de composição começaram no final de 1990 e início de 1991, e com Schayer a bordo, a banda entrou em estúdio para gravar o sucessor de Against the Grain em maio de 1991 .
Musicalmente, "Generator" representa uma evolução no som do Bad Religion. Embora ainda contenha faixas que se apegam às raízes do hardcore punk, como a faixa-título "Generator", "Tomorrow" e "Fertile Crescent", o álbum também mostra a banda explorando caminhos mais lentos, experimentais e sombrios . Canções como "The Answer", "No Direction", "Heaven Is Falling" e "Only Entertainment" apresentam andamentos mais lentos e letras mais densas, enquanto "Two Babies in the Dark" surpreende com um trabalho de guitarra com influências de blues, um território incomum para a banda. Essa direção mais madura e ambiciosa continuaria a ser explorada em seu próximo trabalho, Recipe for Hate (1993) .
O álbum é repleto de faixas que se tornaram favoritas dos fãs e presenças constantes nos shows ao vivo. As faixas "Heaven Is Falling" e "Only Entertainment", fizeram parte da trilha sonora do famoso filme de surf Momentum I.
A faixa "Atomic Garden" é uma canção que lida com a paranoia da era da Guerra Fria e a corrida nuclear, foi a escolhida para o primeiro videoclipe da história da banda, um marco em sua carreira .
Esse álbum considerado por muitos fãs e críticos como uma das obras mais duradouras e melhores do Bad Religion, um dos melhores álbuns a emergir da cena punk do início dos anos 1990. A revista Sputnikmusic, por exemplo, o descreve como um "clássico do meio da carreira" que combina perfeitamente a agressividade do punk com inteligência e melodias cativantes.
O álbum foi produzido pela própria banda. A formação que o gravou incluiu:
Greg Graffin – vocal
Brett Gurewitz – guitarra
Greg Hetson – guitarra
Jay Bentley – baixo
Bobby Schayer – bateria
A engenharia de som ficou a cargo de Donnell Cameron e do próprio Brett Gurewitz (creditado como "The Legendary Starbolt"), com assistência de Joe Peccerillo . A masterização foi feita por Eddy Schreyer e a direção de arte por Norman Moore.