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AC/DC — If You Want Blood You've Got It

AC/DC

If You Want Blood You've Got It

Formato
CD
Ano de lançamento
1978
Ano de relançamento
1994
Gênero(s)
Rock
Subgênero(s)
Hard Rock

Sobre o artista/álbum

💽If You Want Blood You've Got It
O álbum "If You Want Blood You've Got It" é o primeiro registro ao vivo da banda australiana AC/DC e o único lançado com o lendário vocalista Bon Scott ainda em vida . Lançado em outubro de 1978, o disco captura a energia bruta e a essência do rock and roll da banda em um momento crucial de sua carreira, servindo como um documento histórico de sua força como apresentação ao vivo.

O álbum surgiu seis meses após o lançamento do disco de estúdio Powerage, durante a turnê de divulgação do mesmo . Inicialmente, a banda planejava lançar uma coletânea de sucessos chamada 12 of the Best, mas o projeto foi descartado em favor de um registro ao vivo . Essa decisão se mostrou acertada, pois o resultado foi um disco direto e sem firulas, revertendo a tradição dos álbuns duplos ou triplos da época, entregando dez faixas diretas ao ponto.

As músicas foram gravadas em uma única noite, em 30 de abril de 1978, no lendário Apollo Theatre em Glasgow, na Escócia. A escolha do local teve um significado especial, pois era uma homenagem à terra natal de Bon Scott e dos irmãos Young, Malcolm e Angus. A performance é lembrada não só pela música, mas também pelo momento em que a banda retornou ao palco para o bis vestindo os uniformes da seleção escocesa de futebol .

O álbum foi produzido pela lendária dupla Harry Vanda e George Young (irmão mais velho de Malcolm e Angus), que já haviam produzido todos os cinco primeiros álbuns de estúdio da banda. Este foi o último trabalho da banda com eles na produção, abrindo caminho para o produtor Robert John "Mutt" Lange no álbum seguinte, Highway to Hell . A formação clássica da banda na época era:
- Bon Scott – Vocais
- Angus Young – Guitarra
- Malcolm Young – Guitarra
- Cliff Williams – Baixo
- Phil Rudd – Bateria

A gravação é conhecida por seu som "direto da mesa de som", capturando a performance da banda com pouca ou nenhuma sobregravação, o que contribui para a sensação de autenticidade e caos controlado. Curiosamente, a música "Dog Eat Dog", que foi tocada naquela noite, foi removida do álbum. A faixa "Fling Thing/Rocker" também foi editada, cortando a introdução de "Fling Thing" e o solo estendido de Angus Young, que na ocasião andou pelo público usando uma das primeiras versões de um sistema sem fio para sua guitarra .

A icônica capa do álbum, que mostra Angus Young sendo empalado por sua guitarra Gibson SG no palco, foi fotografada por Jim Houghton, fotógrafo da Atlantic Records, durante um show no Paradise Theater em Boston . A contracapa, igualmente marcante, mostra um Angus ensanguentado caído no mesmo palco vazio . A ideia partiu do diretor de arte da gravadora, Bob Defrin .

O título do álbum, segundo o livro AC/DC: Maximum Rock & Roll, surgiu da resposta de Bon Scott a um jornalista no festival Day on the Green em julho de 1978. Quando perguntado sobre o que o público poderia esperar da banda, Scott respondeu de forma direta: "Blood" (Sangue). O sucesso do título foi tanto que a banda batizou uma música com o mesmo nome em seu álbum seguinte, Highway to Hell.

O repertório é composto por sucessos e clássicos dos quatro álbuns de estúdio anteriores da banda, escolhidos a dedo para representar o melhor de sua carreira até então:
Riff Raff (de Powerage)
Hell Ain't a Bad Place to Be (de Let There Be Rock)
Bad Boy Boogie (de Let There Be Rock)
The Jack (de T.N.T.)
Problem Child (de Dirty Deeds Done Dirt Cheap)
Whole Lotta Rosie (de Let There Be Rock)
Rock 'n' Roll Damnation (de Powerage)
High Voltage (de T.N.T.)
Let There Be Rock (de Let There Be Rock)
Rocker (de T.N.T.)

A versão estendida de "Let There Be Rock", com seus mais de oito minutos de duração, e a performance crua e energética de "Whole Lotta Rosie" são frequentemente apontadas como os momentos de maior destaque do disco .

"If You Want Blood You've Got It" é frequentemente considerado um dos maiores álbuns ao vivo de todos os tempos. A recepção da crítica e do público é amplamente positiva, com elogios à performance visceral de Bon Scott, à cozinha precisa e à interação com o público. O guitarrista Malcolm Young, em uma entrevista em 1992, afirmou preferir este álbum ao segundo registro ao vivo da banda, dizendo que nele eles eram "jovens, frescos, vitais e arrasadores". O álbum alcançou vários certificados de ouro e platina ao redor do mundo, incluindo nos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália .

Com uma sonoridade crua e apaixonante, o álbum captura o AC/DC no auge de seu poder como banda de rock, antes da fama mundial que viria com Highway to Hell, e permanece como um testemunho eterno do legado de Bon Scott.

🎧 Artistas e discos similares

Airbourne, Rose Tatto, Aerosmith, Scorpions, Thin Lizzy, Kiss, Rhino Bucket, Krokus, Bullet, Dirty Honey, Saxon, Accept, Deep Purple, Van Halen Led Zeppelin, Guns N' Roses, Motorocker

- Rose Tattoo — Rose Tattoo (1978) — Hard rock australiano de pegada urbana, blues e riffs pesados.
- Status Quo — Live! (1977) — Rock boogie vigoroso, baseado em riffs simples e grande interação com o público.
- KISS — Alive! (1975) — Um dos discos ao vivo mais influentes do rock, com forte impacto visual e sonoro.
- UFO — Strangers in the Night (1979) — Clássico absoluto do hard rock ao vivo, conhecido pela qualidade das execuções e dos solos.
- Ted Nugent — Double Live Gonzo! (1978) — Guitarras intensas e apresentações cheias de improvisação e energia.
- Scorpions — Tokyo Tapes (1978) — Outro grande registro ao vivo da década de 1970, combinando peso, técnica e excelente performance.
- Thin Lizzy – Live and Dangerous (1978): Lançado no mesmo ano, é considerado o grande rival de If You Want Blood no trono de melhor álbum ao vivo do hard rock setentista. Traz guitarras gêmeas afiadíssimas e uma energia de palco invejável.
- Airbourne – Runnin' Wild (2007): Para uma abordagem moderna, esta banda australiana bebe diretamente da fonte dos irmãos Young. Riffs estalados, cozinha rítmica reta e energia incansável que parecem uma continuação direta do som do AC/DC.
- Judas Priest – Unleashed in the East (1979): Captura a explosão do heavy metal britânico exatamente no mesmo período de transição dos palcos, mostrando o peso das guitarras e a potência vocal ao vivo que ditaram os rumos do estilo na virada da década.
-Guns N' Roses – Appetite for Destruction (1987): O disco de estreia. É sujo, agressivo, com riffs inesquecíveis e um vocalista carismático (Axl Rose). "Welcome to the Jungle" e "Paradise City" têm aquela pegada de rua que o AC/DC tem.
- Van Halen – Van Halen I (1978): O primeiro disco é um marco. "Runnin' with the Devil" e "Ain't Talkin' 'bout Love" têm a mesma atitude festeira e a guitarra elétrica que o AC/DC usa, mas com o toque único do Eddie Van Halen.
- Aerosmith – Rocks (1976): Esse é o disco mais pesado e "sujo" do Aerosmith. Foi uma grande influência para o AC/DC inclusive. "Back in the Saddle" e "Last Child" têm aquela pegada bluesy e roqueira.
- Motorocker – Motorocker (2013): Se quiser dar uma chance ao rock nacional, esse é o disco de estreia deles. Tem "Rock 'n' Roll Animal" e "Fogo na Bombacha", que são puro tributo ao som do AC/DC, com letras em português e muita atitude.

Faixas