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Sobre o artista/álbum
💽The Process of Belief
"The Process of Belief" é o 12º álbum de estúdio da banda norte-americana de punk rock Bad Religion. Ele foi lançado oficialmente em 22 de janeiro de 2002 pela Epitaph Records. A versão de 2022 é um relançamento especial em vinil para celebrar os 20 anos do disco original .
O álbum marca um momento crucial na carreira da banda. No final dos anos 1990, o guitarrista e letrista Brett Gurewitz havia se afastado para gerenciar a Epitaph Records, o que deixou o Bad Religion sem uma parte essencial de sua identidade criativa . O retorno de Gurewitz para "The Process of Belief" foi, portanto, um evento de grande importância. As composições começaram ainda durante a turnê do álbum anterior, The New America, e as gravações tiveram início em junho de 2001 . A banda estava com uma expectativa altíssima para fazer este disco, algo que não sentia há muitos anos .
O título do álbum foi inspirado pela faixa "Materialist" e reflete um período de grande crescimento e exercício da "natureza humana" do Bad Religion, nas palavras do vocalista Greg Graffin. A arte da capa, criada por Mackie Osborne, representa a dualidade entre o racional-materialista e o espiritual-religioso, com metade da imagem em preto e metade em branco .
O álbum foi produzido pelos líderes Greg Graffin e Brett Gurewitz, sendo a maior parte da mixagem feita por Brett, com algumas faixas mixadas por Jerry Finn . As gravações ocorreram nos estúdios Sound City e Westbeach Recorders, com mixagem no Larrabee East e masterização por Bob Ludwig no Gateway Mastering .
A formação da banda nesta gravação contou com:
Greg Graffin – Vocal principal
Brett Gurewitz – Guitarra base e rítmica, backing vocal
Brian Baker – Guitarra base e rítmica
Greg Hetson – Guitarra base e rítmica
Jay Bentley – Baixo, backing vocal
Brooks Wackerman – Bateria
"O Process of Belief" é um álbum que se destaca pela variedade e energia, e isso fica claro em suas faixas. O disco já começa com um ataque direto e encerra com uma nota de reflexão, passando por sucessos que se tornaram essenciais na carreira da banda.
A trinca inicial do álbum é um dos pontos altos e mais comentados. As faixas "Supersonic", "Prove It" e "Can't Stop It" são descritas como uma introdução avassaladora, que "chuta a porta com força" e define o tom do disco . São canções de punk rock rápidas, enérgicas e com refrãos cativantes e irresistíveis, que mostram a banda em sua forma mais crua e direta .
A faixa "Sorrow" merece destaque especial. Ela não é apenas um dos grandes sucessos do álbum, mas também uma das músicas mais populares da banda, tocada em quase todos os seus shows. A canção, escrita por Brett Gurewitz, explora a questão filosófica e teológica do sofrimento, usando como inspiração a história bíblica de Jó . É uma música que combina melodia marcante com uma letra profunda e reflexiva.
O álbum vai além do punk rock acelerado, mostrando uma faceta mais experimental da banda. Esta variedade é um dos pontos mais elogiados, com canções de andamento médio que oferecem uma pausa e enriquecem a audição .
"Broken", por exemplo, surpreende com um toque de folk acústico, soando quase como um hino de rádio. "Kyoto Now!", com sua crítica política e ao aquecimento global, demonstra a habilidade da banda em unir mensagem e música. "Epiphany" e "Evangeline" são outros exemplos de faixas mais cadenciadas que se destacam pela construção melódica, com alguns críticos chegando a comparar "Evangeline" ao som de bandas como Weezer .
O álbum termina com "Bored and Extremely Dangerous", uma faixa que a crítica descreve como um "encerramento instigante" para um disco repleto de questões políticas e sociais. A música, com sua sonoridade que remete a bandas como Sebadoh, fecha o ciclo de forma coesa e reflexiva .
Em suma, The Process of Belief consegue um equilíbrio notável entre a agressividade do punk e a sofisticação melódica, com canções que são ao mesmo tempo um soco no estômago e um convite à reflexão. O disco é frequentemente citado como um dos melhores da banda, representando um retorno triunfante após um período de incerteza criativa . O comentário político e social afiado de Greg Graffin, aliado à nova energia trazida por Brooks Wackerman e o retorno de Brett Gurewitz, resultou em um trabalho considerado essencial não apenas para os fãs, mas para todo o cenário do punk rock .