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Sobre o artista/álbum
💽All Ages
Lançado em 26 de julho de 1995 nos EUA e em 7 de novembro em outras regiões, "All Ages" é a primeira coletânea da icônica banda de punk rock Bad Religion, servindo como uma porta de entrada para sua fase inicial e mais influente.
O álbum chega em um momento de transição: a banda havia deixado a gravadora independente Epitaph Records, fundada pelo guitarrista Brett Gurewitz, para assinar com a Atlantic Records em 1993. Essa coletânea, portanto, foi uma forma da Epitaph celebrar e capitalizar sobre a rica discografia que a banda construiu sob seu selo .
A compilação foca no período de ouro da banda na Epitaph, abrangendo material de seus primeiros seis álbuns de estúdio, com a notável exceção do experimental "Into the Unknown" (1983). O repertório é extraído de clássicos como "How Could Hell Be Any Worse?" (1982), "Suffer" (1988), "No Control" (1989), "Against the Grain" (1990) e "Generator" (1992).
O título "All Ages" reflete a proposta do álbum: ser uma compilação que abrange diferentes fases e "idades" da banda, apresentando uma visão geral de sua sonoridade, que mistura a fúria do hardcore punk com letras inteligentes e melodias cativantes. Curiosamente, o álbum não inclui faixas dos EPs iniciais nem dos álbuns "Recipe for Hate" (1993) e "Stranger Than Fiction" (1994), que foram os primeiros lançamentos da banda pela Atlantic .
"All Ages" é uma verdadeira aula de punk rock, apresentando a formação clássica da banda com Greg Graffin nos vocais, Brett Gurewitz e Greg Hetson nas guitarras, Jay Bentley no baixo e uma rotação de bateristas que inclui Pete Finestone e Bobby Schayer. As gravações originais foram produzidas pela própria banda, com engenheiros renomados como Donnell Cameron e Jim Mankey .
O álbum contém 22 faixas, sendo duas delas, "Do What You Want" e "Fuck Armageddon... This Is Hell", gravações ao vivo inéditas. Capturadas em 8 de outubro de 1994, durante a turnê europeia de "Stranger Than Fiction" no Karen Klub em Gotemburgo, Suécia, essas faixas são especialmente significativas, pois marcam a estreia em gravações do guitarrista Brian Baker, que havia substituído Gurewitz .
Entre as faixas de estúdio, o álbum reúne alguns dos maiores hinos da banda. "21st Century (Digital Boy)", "I Want to Conquer the World" e "Generator" são exemplos perfeitos do punk rock melódico e intelectualmente provocante que consagrou o Bad Religion, com letras que criticam a religião, a política e a sociedade de forma contundente. Algumas edições do álbum, como a lançada nas Filipinas, incluíram "American Jesus" como uma faixa bônus .
A recepção da crítica para "All Ages" foi positiva, com o álbum sendo eleito o segundo melhor disco de punk do ano de 1995 pelo site Sputnikmusic. Para os fãs, a coletânea foi muito bem recebida por consolidar em um único lançamento a era de ouro da banda na Epitaph, funcionando como uma excelente porta de entrada para novos ouvintes. A curadoria das faixas é elogiada por capturar a essência do Bad Religion, indo desde a agressividade crua do início até a sofisticação melódica de seus trabalhos posteriores, sem perder a identidade do hardcore punk.
Em suma, "All Ages" é mais do que uma simples compilação; é um testemunho do impacto duradouro do Bad Religion e um tributo à sua fase mais criativa e influente.
Faixas
- 1. I Want To Conquer The World
- 2. Do What You Want
- 3. You Are (The Government)
- 4. Modern Man
- 5. We're Only Gonna Die
- 6. The Answer
- 7. Flat Earth Society
- 8. Against The Grain
- 9. Generator
- 10. Anesthesia
- 11. Suffer
- 12. Faith Alone
- 13. No Control
- 14. 21st Century (Digital Boy)
- 15. Atomic Garden
- 16. No Direction
- 17. Automatic Man
- 18. Change Of Ideas
- 19. Sanity
- 20. Walk Away
- 21. Best For You
- 22. Fuck Armageddon... This Is Hell