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Inocentes — Cidade Solidão

Inocentes

Cidade Solidão

Artista NacionalDigifileCompacto / EP
Formato
CD
Ano de lançamento
2019
Gênero(s)
Rock
Subgênero(s)
Pop Rock

Sobre o artista/álbum

💽Cidade Solidão

Lançado em 12 de abril de 2019, "Cidade Solidão" é um EP que marcou um momento de renovação e celebração discográfica para o Inocentes. O lançamento físico foi planejado estrategicamente para comemorar o Record Store Day de 2019, chegando às lojas no formato compacto de vinil de 7 polegadas (além de CD, fita cassete em tiragem limitada para turnê internacional e plataformas de streaming).


O trabalho quebrou um longo hiato sem composições inéditas desde o álbum Sob Controle (2013). Tematicamente, o registro resgata o olhar urbano, cru e melancólico característico de São Paulo, refletindo as tensões sociais, a solidão das metrópoles contemporâneas e a resistência política e cultural, sem perder a urgência direta do punk rock clássico.


O EP consolida a formação mais duradoura e estável da história da banda, que atua junta desde 1995:

• Clemente Nascimento: vocal principal e guitarra

• Ronaldo Passos: guitarra solo e backing vocals

• Anselmo Monstro: contrabaixo e backing vocals

• Nonô (Luis Signoretti): bateria


A produção e gravação técnica contaram com o produtor Daniel Mazza, que buscou um equilíbrio entre a estética orgânica do punk tradicional e o peso moderno nas guitarras e percussão. A arte de capa e identidade visual foram assinadas por Antonio Augusto.


O lançamento reuniu composições inéditas, regravações e homenagens históricas ao circuito underground:

• "Donos das Ruas": Canção de abertura movida por riffs diretos e letra incisiva sobre ocupação do espaço público e resistência urbana; ganhou videoclipe oficial na divulgação do projeto.

• "Cidade Solidão": Faixa-título que dita o tom lírico do EP. Dialoga diretamente com a tradição paulistana da banda de retratar o isolamento em meio à selva de pedra de São Paulo.

• "Fortalece": Faixa que combina melodia marcante com refrão enérgico, ressaltando laços de união e persistência.

• "Escombros": Regravação com timbragem moderna de uma faixa de fase anterior da banda, revitalizada pelo entrosamento do quarteto.

• "Terceira Guerra": Presente como faixa-bônus digital e no lado B do vinil, trata-se de uma homenagem e cover direto da histórica banda paulistana dos anos 80 Fogo Cruzado.


A crítica especializada (como os portais Tenho Mais Discos Que Amigos!, Whiplash.net e Consultoria do Rock) recebeu Cidade Solidão como uma prova cabal de fôlego e longevidade. O projeto foi elogiado por manter a pegada autêntica do punk '77 e pós-punk sem soar nostálgico ou ultrapassado.


O Inocentes carrega um dos legados mais seminais da música brasileira: fundado em 1981 a partir da dissidência das bandas pioneiras Restos de Nada e Condutores de Cadáver, participou da lendária coletânea Grito Suburbano (1982) e do festival histórico O Começo do Fim do Mundo no Sesc Pompeia. Em 1986, tornou-se o primeiro conjunto punk nacional a assinar com uma grande multinacional (WEA/Warner), abrindo as portas do mainstream para o gênero através do aclamado mini-LP Pânico em S.P., produzido por Branco Mello e Pena Schmidt.


🎧 Artistas e discos similares

Com base em análises de estilo, conexões históricas e dados de plataformas de recomendação musical (Last.fm, Music-Map, Chosic e AllMusic), destacam-se os seguintes trabalhos correlatos:

1. Cólera – Pela Paz Em Todo Mundo (1986): Contemporâneos diretos da cena do ABC paulista e da capital; compartilham o DNA do punk brasileiro clássico focado em engajamento social e humanismo.

2. Plebe Rude – O Concreto Já Rachou (1985): Punk com fortes influências pós-punk e letras analítico-políticas voltadas à realidade urbana brasileira (com quem Clemente Nascimento viria a colaborar diretamente anos mais tarde).

3. Garotos Podres – Mais Cynico do Que Nunca (1985): Expoentes do street punk/oi! nacional, com temática proletária e letras contestatórias diretas sobre o cotidiano periférico e operário.

4. Os Replicantes – O Futuro É Vórtice (1986): Referência do punk gaúcho que equilibra acidez crítica, distopia urbana e ganchos melódicos imediatos.

5. Ratos de Porão – Crucificados pelo Pelo Sistema (1984): Compartilham raízes na coletânea O Começo do Fim do Mundo, representando a vertente mais pesada, agressiva e visceral do punk/hardcore nacional.

6. Fogo Cruzado – Invasão (presente na coletânea SUB, 1983): Essencial pela proximidade sonora e pelo fato de o Inocentes homenagear a faixa "Terceira Guerra" em Cidade Solidão.

7. The Clash – Give 'Em Enough Rope (1978): Uma das principais referências estéticas e ideológicas de Clemente e do Inocentes, aliando postura combativa a melodias bem estruturadas de guitarra.


Faixas